sábado, 31 de março de 2012

PARASHÁ TSAV




D’us ordenou a Moshê: "Reúna todos!"

"Onde?" - perguntou Moshê.

"No pátio do Mishcan !" - respondeu D’us.

"Mas há 600.000 homens com mais de vinte anos e outros 600.000 rapazes mais jovens," objetou Moshê. "Não cabem todos lá."

"Não se preocupe com isso," D’us respondeu a Moshê. "Posso acomodar a todos".

A Cabala Iniciática é a visão da autêntica tradição milenar passada de boca à ouvido. Dedica-se, além dos estudos conhecidos, a desvendar as verdades profundas do Midrash, e nele encontramos profundas chaves, para o entendimento das vontades divinas.

Similarmente, quando D’us desceu ao Monte Sinai na Outorga da Torá para falar com o Povo de Israel, tinha com Ele 22.000 carruagens de anjos. Muito embora o Monte Sinai fosse pequeno para acomodar a todos, D’us realizou um milagre e todos couberam na montanha. 

Entendemos à partir daí, que não devemos nos lamentar ou limitar nossos objetivos, porque "aparentemente" não parecem ser possíveis. Devemos nos conectar, para que possamos escutar o mesmo que Moshê ouviu, que D´us ampliará, para que caiba em nossa vida.

Todos os judeus assistiram enquanto Moshê preparava Aharon para seu novo trabalho como Cohen Gadol da seguinte maneira: Aharon imergiu em um micvê para tornar-se puro. Então Moshê trouxe Aharon ao kiyor (lavabo) e lavou-lhe as mãos e os pés. O povo viu como Moshê vestiu Aharon em esplêndidas vestimentas: a saia longa, o cinto, o casaco, o avental e seu cinturão. Moshê fechou o peitoral sobre o avental, colocou o turbante de Aharon e fixou-lhe o tsits, a faixa sagrada, na sua testa.

Esta pureza é imitar Hashem, por intermédio das boas ações, que abrem as portas para que realizemos Tikkunin necessárias para nossa elevação. Aharon é posto com estas vestimentas, porque, antes mesmo disto, já estava "vestido" das grandezas espirituais que só um tzadik (justo) é capaz de possuir. Então, o externo equivalia exatamente ao que ele era internamente: alguém "vestido com o espírito de doação", um homem glorioso.

Finalmente, Moshê trouxe o shemen hamishchá, o óleo para unção. Passou um pouco sobre o Mishcan e os utensílios para torná-los sagrados. Também borrifou-o sete vezes sobre o grande altar no pátio. Então derramou um pouco do óleo sobre a cabeça de Aharon. Depois disso, Moshê lavou e vestiu os filhos de Aharon perante todo o povo.

O papel do mestre é ser o mais humilde de todos, ser exemplo. Para quem exerce os verdadeiros desígnios, como Moshê, é uma honra poder estar ao lado de tzadikim (justos). Ele os unge, como símbolo de seu reconhecimento pelo esforço deles e também por seu domínio sobre o ego. É necessário que nos santifiquemos, através de companhias que compartilham de nosso mesmo espírito de doação.

Shalom!

Rafael Chiconeli

quinta-feira, 29 de março de 2012

ANÁLISE MAPA ASTRAL (VÍDEO)


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GENTE, CONFORME O PROMETIDO... O MAPA ASTRAL CABALÍSTICO.


NESTE VÍDEO O CABALISTA RAFAEL CHICONELI FAZ A ANÁLISE DE UM MAPA ASTRAL DO SIGNO DE GÊMEOS, PARA UMA VISÃO AMPLA DA ASTROLOGIA CABALÍSTICA.

LINK DO YOUTUBE: http://www.youtube.com/watch?v=wYUj9z1GzpU&context=C4ec0ea7ADvjVQa1PpcFMYakocowI1e5vnRHJ1f3AD0xBSBVWh9YQ=

OBS: ESTA ANÁLISE FOI FEITA PARA UMA PESSOA ESPECÍFICA, PORTANTO, NÃO SIGNIFICA QUE ISTO REFLETE VOCÊ, AINDA QUE SEJA DO MESMO SIGNO. PORQUE CADA PESSOA TEM COMBINAÇÕES ASTRAIS ÚNICAS. 

ESTA ANÁLISE É SÓ PARA ENTENDIMENTO DA DINÂMICA DO MAPA ASTRAL CABALÍSTICO.

terça-feira, 27 de março de 2012

O MAPA ASTRAL CABALÍSTICO


Num post passado, tive a oportunidade de dizer, que o Mapa Astral Cabalístico é uma ferramenta de autoconhecimento, sobretudo, para que a pessoa possa tomar as melhores decisões em sua vida. Ele não tem como foco principal as previsões, já que pela lógica, quem se conhece bem, não precisa ter isto como atividade principal.

O seu estudo é profundo, pois é a pura ciência, vinda de fonte divina, direta do patriarca Abraham. Ele foi o primeiro astrólogo judeu e seu grande mérito está em ter recebido o conhecimento da formação do universo, diretamente de Hashem. Esta sabedoria foi registrada no livro Sepher Yetizirah (Livro da Formação), que nos revela os mistérios da astronomia e também da astrologia.


O Mapa Cabalístico utiliza técnicas avançadas de Gematria, que é diferente da numerologia comum, possibilitando uma visão plena dos dados concedidos pelo interessado. Sua diferença em relação à um mapa convencional é gritante, justamente por mostrar coisas, que somente a exatidão da Gematria podem revelar.


Sua riqueza de detalhes está no aprofundamento das informações concedidas pelas Sephiroth, que são os atributos divinos com os quais D´us revestiu a existência. Assim como elas atuaram na construção do todo, cada ser humano tem em si próprio uma Árvore da Vida particular.



Com  isto delimitamos exatamente quais os Tikkunin, que precisamos lidar, além de conhecer àqueles que o próprio signo já tende a apresentar. O Mapa Astral Cabalístico é uma grande ferramenta no nosso caminho de autocorreção. Sua simplicidade e riqueza de informações são algo impressionante.


O Mapa Astral Cabalístico é uma verdadeira tecnologia para quem busca autoconhecimento e transformação. É uma arte milenar e, por isso, um trabalho seríssimo, que a Cabala Iniciática destina àqueles realmente interessados no purismo desta ciência.


ESTA SEMANA, POSTAREI UM VÍDEO, ONDE INTERPRETO UM MAPA ASTRAL, PARA QUE TODOS POSSAM CONHECER A DINÂMICA DESTE TRABALHO.


CONTATO: rafaelchiconeli@yahoo.com.br

Shalom!


Rafael Chiconeli



sábado, 24 de março de 2012

PARASHÁ VAYICRÁ





Esta Parashá carrega tanta importância, que em Cabala Iniciática, temos o costume de começar as instruções com crianças à partir dela. Isto, porque Vayicrá fala dos Corbanot (sacrifícios) que eram realizados no Templo de Jerusalém e que foram ordenados por Hashem. Quando estudamos este trecho da Torah, para D´us é como se nós tivéssemos realizado um Corban, obtendo os méritos pelo mesmo.

Para as crianças é ainda mais especial, porque é dito que o Criador considera melhores, aquelas ofertas que lhe são trazidas por pessoas puras. Como as crianças, são a essência da pureza, quando estudam os princípios divinos, D´us considera que está sendo realizada uma Mitzvah de Tzadik (justo, santo), pois as crianças são livres de transgressões.

Nesta Parashá, é evidenciado o trabalho do Cohen (sacerdote), aquele que busca uma maior conexão com o D´us, sendo que os Corbanot (sacrifícios), são a chave para as reparações (Tikun), que precisamos empreender. O trabalho incansável deles, nos lembra que não devemos nunca recuar em nossa tarefa primordial como cabalistas.

Cada um de nós, que busca as reparações maiores e realiza o principal Corban (o do ego), pode ser considerado um Cohen, código cabalístico para Neshamah, que é a conexão ininterrupta com o criador.

Shalom!

Rafael Chioconeli


quinta-feira, 22 de março de 2012

ORAÇÃO CABALÍSTICA II

 


MINHAS AMIGAS E MEUS AMIGOS, TODA A LUZ DA CABALA PARA VOCÊS! QUE TODOS POSSAM DESFRUTAR DAS MARAVILHAS QUE D´US NOS RESERVA :)


Temos que partir do seguinte princípio: D´us é perfeito e todas as suas obras são boas. Crendo que isto é verdade, vamos ter que reconhecer automaticamente, que ele já tem a atitude correta conosco e não precisa mudar com relação a nós. Nós é que precisamos mudar com relação à ele, portanto este caminho para a mudança quer dizer que temos que restabelecer nossa percepção do divino.


A oração é muito interessante, pois dentre todas as partes práticas da Cabala Iniciática, ela é mais simples de ser aprendida. Isto, porque as pessoas em geral, já têm uma certa familiaridade com a oração, ainda que a façam com objetivos diferentes dos objetivos cabalísticos. Existem orações mais simples e outras muito complexas, mas ela é uma forma de familiarizar mesmo o cabalista iniciante, com os projetos de D´us.


Sabemos que o grande problema dos estudantes de Cabala é a dúvida. O principal nisso, é que além de ser um ciclo vicioso, ela também é um bloqueio automático de "Ohr hassidim", meio pelo qual o praticante consegue elevar sua percepção acerca de D´us. Ou seja, a oração é "Mohin Degadlut", uma expansão de consciência que vai se refletir nos acontecimentos que o cabalista atrairá para si.


A prática da oração cabalística, envolve a preparação, a devoção, o amor, a Torah, a contemplação e o "Yichud" ou unificação. Assim, o praticante torna-se uma coisa só com a oração, que é tornar-se um só com as palavras de D´us, chegando ao nível elevado de consciência que possibilita a perda das limitações. Nenhum pensamento restritivo, negativo ou de natureza duvidosa é capaz de atrapalhar a alegria do cabalista.


É agir como uma criança, cujo intelecto começa a se desenvolver, atingindo o poder das palavras pela oração, entrelaçadas pela "Kavannah". O elemento maior é o amor, que amplia o "Devekuth" e elimina o distanciamento entre Criador e Criatura, que faz com que o "amante", não queira deixar o Ser "amado". 


E assim, "Ohr Hassidim" surge em toda a sua glória e abre todas as portas para o desenvolvimento do cabalista.


Shalom!


Rafael Chiconeli

segunda-feira, 19 de março de 2012

ORAÇÃO CABALÍSTICA I

 

MINHAS AMIGAS E AMIGOS, TODA A LUZ DA CABALA PARA VOCÊS. DESEJO UMA SEMANA DE VITÓRIAS PARA TODOS. HOJE, FALAREMOS SOBRE A ORAÇÃO CABALÍSTICA.

A Cabala Iniciática desde o princípio de seu estudo, que sobretudo, se fundamenta na prática utiliza o Devekuth, como forma de romper com os véus que impedem que o ser humano não perceba a presença divina. Isto porque sua ocultação não quer dizer que ele não atue em nossas vidas, mas sim, que devemos fazer um esforço maior para que possamos percebê-lo.

Devekuth, significa "Total Subordinação a D´us" no sentido de nos integrarmos ao todo, na ciência de que é o gerador de todas as coisas. Esta entrega se baseia no amor profundo entre fonte e criação, que abre as portas para uma conexão maior, que resulta na felicidade com, que o cabalista se apega ao seu estudo e a Hitlahavut (entusiasmo).

Isto resulta na redução gradual de todas às distâncias entre D´us e sua criação, através do encurtamento dos "véus", que propositalmente surgiram para que o ser humano possa evoluir. Uma das maneiras de se reduzir esta distância, segundo nossos sábios, está na oração que é o ato sublime de falar com Hashem.

Através da oração, estabelecemos um link direto, não para que D´us mude sua atitude em relação à nós (pressuposto da religião), mas para que possamos mudar à nós mesmos. Então, o que na verdade pedimos é compreensão e aumento de nossa percepção, com relação às intenções do Criador, que são essencialmente boas. A oração é um pedido para participar, através do entendimento, dos profundos objetivos do Criador.

Durante uma oração, devemos entender, que de nada adiantam as frases bonitas, se não termos a intenção correta, pois o Criador não as lê ou escuta e sim os sentimentos que fluem do nosso âmago, em busca da união total com os propósitos Dele. Com isso, realizamos o que se espera de nós, que é a elevação entre os véus e nosso objetivo final como cabalistas.

Sempre se comunique com o Criador. No próximo artigo falaremos mais sobre a importância das orações.

Fraternalmente,

Rafael Chiconeli





sábado, 17 de março de 2012

PARASHÁ VAIAKEL PECUDÊ


 


Depois de mais uma semana de trabalho, mais um Shabat. É momento de desacelerar o passo e entrar no estado meditativo. Ao chegarmos, porém, nem sempre nos damos conta do trabalho que dá preparar tudo: cadeiras no lugar, sidurim à disposição, o Shabat. 

Há milhares de anos, o povo de Israel, orientado por Deus, já externava todo o cuidado com o momento alto da semana, o Shabat. As porções semanais Vaiakel-Pecudê relatam em pormenores o que era necessário para a construção do Santuário onde nossos antepassados estariam diante da presença de Deus.

Mas não basta que tudo esteja tecnicamente impecável. A alma também anseia por beleza. Todos nós viemos para nos envolvermos com o "Óneg Shabat", o prazer de nos reunirmos para agradecer, contemplar, encontrar os amigos, simplesmente respirar.

Quanto ao aspecto técnico e estrutural, Moisés pediu que trouxessem para o Mishcán materiais nobres como ouro, prata e cobre; lã azul-celeste, púrpura, peles de carneiro tingidas de vermelho e peles de "tachásh", madeira de acácia. Também deveria haver azeite para iluminação e incenso – tudo para sensibilizar os sentidos físicos e preencher a alma de alegria.

Entre todos estes materiais, um deles intrigou os nossos sábios: o "tachásh", que ser é este? Uma das explicações é que se tratava de… um golfinho. Mestres da Cabala Iniciática, entendiam que "tachásh" derivava do aramaico "sas-gavna". O Talmud, no Tratado Shabat, afirma que "sas" significa "alegria" em hebraico e "gavna" quer dizer "cores" em aramaico: "um golfinho de cores festivas". 

No entanto, Rabi Yehuda afirma, no Midrash Tanchuma, que o "tachásh" era um animal com um chifre e pele de seis cores diferentes. Um unicórnio? Segundo Rabi Yehuda, este ser maravilhoso teria existido apenas para que da sua pele fossem feitas as cortinas do Mishcán. Depois disso ─ entrou em extinção.

Uma tradicional canção de Shabat diz assim: “Ismechu bemalchutecha, shomrê Shabat vecorê óneg, óneg Shabat.” Alegremo-nos com o Shabat em todos e com todos os seus sentidos. Assim compartilharemos sensações semelhantes às que nossos antepassados tiveram no deserto, no Mishcán, perto de Deus, com tudo o que há de mais maravilhoso há em Seu Reino: o nosso mundo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

MATE SEU EGO (VÍDEO)

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NESTE VÍDEO, O CABALISTA RAFAEL CHICONELI FALA DAS ARMADILHAS DO EGO, DA DEMOCRATIZAÇÃO DA CABALA E DA PRIMEIRA ESCOLA DE CABALA (RJ) A  TER UNIDADE FORA DA ZONA SUL NO RIO DE JANEIRO (MÉIER - ZONA NORTE).



terça-feira, 13 de março de 2012

CABALA PARA TODOS

 

Hoje, cada vez mais notamos que o nome "Cabala" é divulgado, vemos constantemente como a mídia aborda o termo e também a constância com que reportagens à respeito são disseminadas na imprensa. Muitas vezes é erroneamente colocado como algo somente das elites e um tipo de estudo extratificador, ou seja, reservado somente à uma parcela mínima da sociedade.

Muitas vezes, estas alegações, baseiam-se no passado, em que pouquíssimas pessoas conheciam os mistérios da Cabala como uma forma de justificar estes dizeres. Inúmeras palavras são proferidas, de  um modo em que o buscador se vê em meio a algo quase impossível de se ter acesso.

Porém, como dizia Rabi Shimon bar Yochai, a literalidade é para "idiotas". Com isto, o iluminado autor do Zohar queria dizer, que as coisas não devem ser lidas ao "pé da letra", porque justamente isto é o que cria as mistificações e faz com que os radicalismos apareçam. Não é exagero, já que até hoje, devido à interpretações erradas sobre as escrituras sagradas, uns fazem mal aos outros.

A Cabala é uma ciência, através de sua linguagem comum, os cabalistas se reconhecem mutuamente. De "fechada", ela nunca teve nada, já que sendo iniciática só pode ter entendimento dela, quem realmente tem a intenção apropriada. Por isto, ao ler que a Cabala era "fechada", não pense em proibições por escrito ou patrulha. Entenda que simplesmente, as pessoas que não tinham acesso à Cabala é porque não queriam ter.

Claro que este "querer", não está vinculado à palavra em si. Se eu perguntar quem quer ser milionário, a imensa maioria dirá que sim. Mas estou me referindo, ao "Querer da Alma", que é você manifestar um desejo e fazer por onde realizá-lo. Só através disto, uma pessoa realmente pode chegar aos conhecimentos sublimes da Cabala. Sem Kavannah, só restam àquelas pessoas as quais o Rabi Nenhuniah ben Hakana dizia: "aquele que acumula conhecimento e não pratica, está mais para burro de carga do que sábio".

Rabi ARI, em contrapartida, dizia que a Cabala não seria apenas algo recomendável, mas um dever para homens, mulheres e crianças DE TODAS AS NAÇÕES. Então, no século XVI ele só escreve o que pessoas de inúmeros povos já estavam praticando, com o conhecimento iniciático da Cabala. Ele deve ser dado àqueles que sinceramente estiverem em busca.

Fico muito feliz de ver cada vez mais e mais pessoas buscando o aprendizado da Cabala. Realmente é algo fascinante, ver pessoas tão diferentes partilhando a mesma sintonia, onde enxergamos que boa parte do mundo está "acordando". Sinto-me duplamente feliz, por termos aberto nosso espaço no Méier (Zona Norte do Rio de Janeiro) e cada vez mais mostrar, concordando com o ARI, que o conhecimento da CABALA ESTA ABERTO PARA TODOS.

Desejo à todos que já estão na senda cabalística muita felicidade, assim como desejo àqueles que estão tateando sobre o tema, que sintam-se à vontade para assistir nossos vídeos, ler os textos e conhecer mais à respeito do que ensinamos.

CONTATO: rafaelchiconeli@yahoo.com.br 

Fraternalmente,

Rafael Chiconeli

sábado, 10 de março de 2012

O PURIM E A CABALA (VÍDEO)


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NESTE VÍDEO, DESVENDAMOS, SOB A ÓTICA DA CABALA INICIÁTICA, OS MISTÉRIOS DE UM DOS PRINCIPAIS EVENTOS: O MILAGRE DE PURIM.



sexta-feira, 9 de março de 2012

PARASHÁ KI TISSÁ



O principal ponto desta porção é a construção do bezerro de ouro. A essência está sempre relacionada ao nome em hebraico. Este nome é o poder Divino pelo qual este fenômeno é constantemente recriado, a todo instante. A palavra bezerro em hebraico é EGUEL (lpr) tem a mesma raiz da palavra “redondo”. 

O Bezerro de ouro é a nossa inclinação para entrarmos na prisão circular da mente robótica. Este estado “redondo” de consciência representa um programa fechado de possibilidades. Relacionado a um ciclo de consciência robótica e alienada predominante no Mundo físico. Esta idéia é reforçada através da própria palavra pecado (Chet) em hebraico, que também significa uma cerca fechada.

O pecado é a ruptura da conexão do fluxo de vida do Criador para Criação. Pecar para Cabalá significa desconectar. Manter-se conectado ao fluxo da Luz do Mundo Infinito é a base para não voltarmos a prisão da consciência robótica.

Neste mês estamos conectados com a energia do “milagre”. Quando pensamos em “milagre”, associamos à idéia de uma intervenção Divina que intercede a nosso favor, para concretizar nossos desejos e resolver nossos problemas. Segundo a Cabalá Contemplativa, o estado de Tohu (Caos) caracteriza-se pelo domínio absoluto da Klipah (casca) sobre a consciência do ser humano. 

Esta Klipah distorce nossa visão da realidade e nos induz a agirmos sempre dentro de uma perspectiva robótica e previsível. Para Cabalá, o “milagre” acontece quando conseguimos “criar” algo, fora desta perspectiva, quando saímos de um estado de consciência preso a um programa de possibilidades fechadas e paramos de caminhar em círculos.

E viu Aarão, e construiu um altar diante dele, e chamou Aarão dizendo: festa para o Eterno amanhã.”

Aarão viu que a sitra achrá (o outro lado), uma realidade densa e negativa, foi fortificada lá, pois se ele não tivesse se apressado para fazer isso, o mundo teria voltado novamente para o estado de Tohu e Bohu (caos e desolação). Construir um altar é também um código para definir a importância de criar “portais” de acesso aos Mundos superiores – estabelecer novamente a conexão. 

A teshuvá é o resgate de uma consciência mais elevada, é permanecer  conectado com a Luz. Fazer a teshuvá é a única forma de combater a energia negativa gerada através do pecado do bezerro de ouro. Aarão sabia que eles acabariam fazendo a Teshuvá: “festa para o Eterno amanhã.”

quarta-feira, 7 de março de 2012

O PURIM E NÓS



TODA A LUZ DA CABALA PARA TODOS NÓS! DESEJO MUITAS VITÓRIAS E QUE ESTE TEXTO POSSA SERVIR À TODOS ÀQUELES QUE ESTÃO TRAVANDO BATALHAS. VOCÊ VENCERÁ!


A Partir de hoje, realizamos a celebração do Purim, que é de suma importância para àqueles que buscam retirar as trevas   que rondam a própria vida e desvendar os mistérios da Cabala. Seu nome, vem da palavra persa (e não hebraica, como muitos imaginam) "Pur", que significa no literal "Tirar Sortes" e no esotérico "Escolha". Se elevarmos nosso entendimento, veremos que Purim fala que a "Escolha que foi lançada", por intermédio de Haman, quis definir o dia em que este povo seria destruído.

A Meguilat Esther, livro da Torah, que relata os feitos de Purim, é nossa fonte, para que possamos entender este evento marcante. Muito interessante, é que diferente de outras partes da Torah, o nome de D´us não aparece nenhuma vez neste livro. O nome Esther é da mesma raiz da palavra "hester", que quer dizer "esconderijo" e o Talmud, referenda esta passagem quando D´us afirma: "e eu certamente esconderei meu rosto naquele dia". Ou seja: houve um profundo encobrimento das forças divinas.


Este encobrimento é mostrado através da atitude de Haman, braço direito do Rei Achashverosh da Pérsia, que tem como objetivo exterminar todos os judeus. Ele é um descendente do povo de Amalek, rivais históricos dos judeus e através da Gematria, podemos entender coisas mais profundas a este respeito. 


A Palavra Amalek é formada pelas letras hebraicas: Ayin, Mem, Lamed e Kuf. Trabalhando com a Gematria e convertendo isto em valores numéricos, vamos ter Ayin = 70, Men = 40, Lamed = 30 e Kuf = 100. Ou seja, Amalek tem o valor numérico = 240. Agora, trabalhemos com outra palavra, Safek (dúvida). Ela é formada pelas letras: Samech = 60, Phe = 80, Kuf = 100. Ou seja, Safek tem o valor de 240 também. Daí, entendemos, que Amalek = Safek, ou seja, o real inimigo que deve ser combatido, para que o divino deixe de estar encoberto, são as dúvidas!


Entendemos agora qual era o combate a ser travado naquela etapa. Haman, também construiu uma forca de 50 cúbitos, onde Mordechai, que representa esta força espiritual, deveria ser enforcado. Sabemos que 50 cúbitos excedem bastante a altura de um ser humano, mas Haman sabia mais, este número 50 é a representação do nível espiritual que transcende o Mundo da Ordem. Ou seja, nesta esfera, ao atingir este nível, o mal consegue reinar absoluto.


Por isso, suas atitudes são todas direcionadas para este fim e ele executa "Pur", ou seja, decide aleatoriamente o dia que vai executar o povo judeu, "tira na sorte". Fazer algo assim, na "sorte", é deixar as coisas ao acaso, significa contrariar a ordem deixando tudo sob a responsabilidade do caos. E sabemos que por intermédio da desordem, só a maldade consegue existir e por isso D´us nos conclama a combater Amalek (dúvida), e nos apegar à práticas (Cabala) que trazem "Luz" e dissipam a dúvida ou caos.



Aprendemos a partir daí, que este era um combate espiritual, o combate que todos nós travamos em vida. Assim, a Rainha Esther conclama o povo ao jejum de 72 horas ("Vai e reúne todos os judeus... e jejuai por mim; não comais nem bebais três dias, nem de noite nem de dia; e eu também jejuarei), conexão aos 72 poderosos nomes de D´us, que resultam na elevação espiritual necessária, para que o Rei anule seu decreto de morte contra o Povo de Israel.  Assim, Haman (dúvida), e os seus, é morto na própria forca que mandou construir.


Daí, entendemos que para que a Luz divina seja manifesta e possamos realizar tudo o que precisamos e queremos, precisamos eliminar as dúvidas. Com isso, você é capaz de transmutar o impossível no perfeitamente realizável, se refinar seus pensamentos e trabalhar em você o Ohr Hassidim, ou seja "A Luz da Fé". Ela mora dentro de você e cria o link que lhe permitirá ser "casa" para a Shekinah, "presença divina".


Acredite, acabe com as dúvidas! Permita que D´us more em você!


Chag Purim Sameach!


Rafael Chiconeli









segunda-feira, 5 de março de 2012

COMO PERCEBER D´US (VÍDEO)


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NESTE VÍDEO, EXPLICAMOS COMO FUNCIONA A NOSSA PERCEPÇÃO ACERCA DO CRIADOR E COMO REFINÁ-LA PARA ENXERGAR SUA EXISTÊNCIA E ESTABELECER UMA CONEXÃO COM D´US.



sábado, 3 de março de 2012

PARASHÁ TETZAVÊ



A parashá de Tetzavê apresenta especificações acerca do óleo da menorá, da consagração do sacerdote e de suas vestimentas. Segundo a Cabalá, qualquer tema abordado através das histórias da Torá, refere-se à experiência interior do ser humano e sua busca por conexão com a Luz do Mundo Infinito.

Na porção da semana passada aprendemos que a Menorá é uma representação da Árvore da Vida. A conexão com esta realidade constitui uma escada de ascensão e aproximação com a Luz. Quando nos colocamos na posição de menorá, temos a responsabilidade de possuir óleo puro de oliva, constituído através da vivência de nossas virtudes. A parashá fala que a lâmpada deveria ficar acesa CONTÍNUAMENTE. A luz só tem serventia em meio à escuridão do mundo.

O sacerdote é um código para um nível de consciência superior e as três vestimentas sagradas da alma são o pensamento, a palavra e a ação. Para receber a unção como sacerdote o ser humano deve permanecer dentro do tabernáculo, o espaço sagrado, onde a Menorá permanece acesa (conexão com a Árvore da Vida) para que sua vestimenta seja consagrada através de um processo de purificação e refinamento.

Outro aspecto abordado nesta semana é a questão do sacrifício (korban) oferecido no altar e que está associado à restrição ou a contração.A palavra korban vem da mesma raiz de keruv, que significa trazer para perto. Através dos “sacrifícios” nós nos preparamos para guerra contra nosso opositor interno (ego) e nos aproximamos dos mundos superiores. 

Podemos fazer este exercício de contração, de manhã, de tarde e de noite através das meditações. Dentro da religião judaica esta conexão se faz através das orações, mas na Tradição Abulafiana este movimento é feito com a meditação. Este estado de recolhimento abre o espaço necessário para permitir que nossa existência seja invadida pela Luz do Mundo Infinito.

“E farás um altar para queimar sobre ele incenso; de madeira de acácia o farás”

Outro ponto levantado nesta parashá é a importância da oferta de incenso, que entre outras coisas é também um símbolo de gratidão por tudo o que recebemos. Muitas vezes, quando não estamos recebendo exatamente o que queremos, nos sentimos injustiçados e infelizes. Passamos grande parte da nossa vida focados na “falta”.

Este foco nos faz perder inúmeras oportunidades que se apresentam diante de nós.

Geralmente, desejamos receber somente o que “queremos” e neste processo de seleção, que é quase sempre dominado pelo ego, acabamos fechando o fluxo de energia que nos disponibiliza a plenitude que almejamos.

O sentimento de gratidão é uma conseqüência do entendimento. Ser grato por tudo o que recebemos significa perceber a bênção em tudo o que nos acontece e neste nível de consciência, a plenitude da Luz e o desejo de receber esta Luz coexistem em total equilíbrio. 

A confiança na Luz do Mundo Infinito deve ser permanente e não pode ser afetada pelo sentimento de “falta”, mesmo porque, esta falta é apenas uma ilusão do mundo físico. A plenitude é uma realidade esperando apenas para ser revelada.

Uma particularidade desta porção é que o nome de Moisés não é mencionado nenhuma vez. Na verdade, desde o nascimento de Moisés até o final da Torá, esta é a única parashá que não consta seu nome. A Cabalá diz que esta omissão foi o resultado do que Moisés proferiu sobre si mesmo, após o pecado do bezerro de ouro:

“E agora, se perdoas seu pecado, está bem, e se não, risca-me, rogo, do Teu livro, que escreveste!”

Este é mais um exemplo dos efeitos que as palavras podem ter. A Tradição nos adverte que uma pessoa não deve falar mal até mesmo de si próprio. Ao proferir estas palavras, Moisés estava pedindo ao Eterno para perdoar o povo de Israel, imagine as conseqüências quando as palavras são proferidas com raiva e hostilidade, seja contra si, seja contra outras pessoas. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

A ESPIRITUALIDADE DO DINHEIRO



LEGENDA: Dia em que fui presenteado pelas minhas alunas :)

Ontem, durante uma aula do Módulo 1 em Copacabana, eu falava da espiritualidade do dinheiro e do quanto é importante saber utilizar os recursos materiais que D´us nos concede da melhor maneira possível. Isto, porque vejo muita gente falando sobre as questões financeiras e muitas doutrinas espirituais falando sobre o papel "corruptor que o dinheiro tem".

Nos nossos estudos, costumamos apresentar o dinheiro como um intensificador, já que seu papel de herói ou vilão, vai depender única e exclusivamente da utilidade que damos a ele. Explico: se uma pessoa é acostumada a fazer Tzedaká com o que tem, com o melhoramento de suas condições financeiras, a tendência é que ajude mais, enquanto que o egoísta, com mais dinheiro, se tornará ainda mais egoísta.

O dinheiro nos serve para nossas necessidades materiais, mas erra quem acredita que a sua esfera de atuação somente esta. Como dizia o Rabi Salanter, "o pão que compro para a minha casa, é minha necessidade material, porém, o pão que compro para o meu vizinho em dificuldades é de necessidade espiritual". ISTO É ALGO BEM PROFUNDO.

Falamos de duas coisas iguais, ou seja comprar pão para si e comprar pão para o vizinho. No final das contas, o elemento é o mesmo e o somatório dispendido é o mesmo, poderíamos encerrar a questão por aqui, se não fosse por um detalhe; a intenção. A intenção é o que traz a espiritualidade do dinheiro, pois o fato de ajudar o próximo, faz com que eu santifique uma coisa, que aparentemente era "insantificável".

O que há de bonito nisto, é que nos acostumamos a transformar o material em imaterial, realizando uma alquimia particular, onde espiritualizamos coisas tangíveis. Quando você começa a fazer isto com objetos, acostuma-se inconscientemente a fazer com  você também. Então seus recursos naturais, vão cada vez mais distanciando-se unicamente do "eu", para trabalhar pelo "nós".

Assim, tornamo-nos cada vez mais próximos de realizar Kidush Hashem.

Fraternalmente,

Rafael Chiconeli



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