terça-feira, 11 de outubro de 2011

O MUNDO DAS APARÊNCIAS



Os sábios cabalistas há muito já diziam que neste mundo, as coisas pelas quais passamos têm dois aspectos: externo e interno. No caso do primeiro, mais fácil de enxergar, sempre reflete o que queremos ver e não o que de fato vemos, porque é unicamente inspirado na interpretação e não raramente trará como resultado o peso do engano. 


O segundo aspecto é mais difícil de ser percebido, pois está coberto pelo véu do primeiro aspecto, portanto, demanda mais esforço de quem planeja adentrá-lo. Isso, porque é baseado em informação, e não na interpretação, que é o veículo fundamental para se explorar as grandes verdades, transformadoras por excelência.


São muitos os que vivem na ilusão em vários aspectos da vida, por enxergar somente o que querem e por estabelecer expectativas que não podem ser preenchidas. Assim, as outras pessoas e eventos, acabam sendo responsabilizadas por ocasiões evitáveis, se a lente de contato fosse trocada.


 Como a Cabalá lida com respostas, há uma frase em sua literatura que enumera bem esta situação: "não olhe para a jarra, mas para o que está dentro dela". Ou seja, o que aparentemente é belo, pode guardar um interior diferente, assim, como o que aparentemente é feio, pode ter em seu interior a coisa mais bela já vista.


É necessário, meus amigos, que transcendamos o mundo das aparências, para que possamos verdadeiramente enxergar as verdades sublimes da vida. Para que a dor deixe de ser uma constante, para tornar-se em prazer divino.


Fraternalmente,


Rafael Chiconeli .`.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

NOSSA PERCEPÇÃO






As escrituras judaicas tem 4 níveis de percepção, o ultimo chama-se SOD, pois é o nível atômico das escrituras, onde cada letra da Torá traz um universo de conhecimento. 


Uma tradução não consegue dar ao homem o 4 nível das escrituras judaicas, elas só podem ser acessadas no hebraico. 


Por exemplo:


No segundo capítulo do Livro Bereshit, encontramos o seguinte: "Do solo fez o Senhor D'us brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal".


Os nomes das árvores não são mencionados explicitamente nesse capitulo da Torá. O Dr. Eliyahu Rips sugeriu que talvez estivessem codificados no mesmo, em intervalos regulares de letras. A seguir, tomou os nomes de 25 árvores mencionadas na Torá (segundo referência no trabalho "A fauna e a flora na Torá", de Yehuda Feliks), programando o seu computador para decifrar se os mesmos haviam sido codificados. E o que encontrou o computador? Os nomes das 25 árvores haviam realmente sido codificados nesse capítulo da Torá!


Em artigo intitulado "Códigos na Torá: leitura em intervalos iguais", Daniel Michelson, professor de Matemática na Universidade da Califórnia e na Universidade Hebraica, estimou a probabilidade de o fenômeno ser mera coincidência. Seus resultados indicam que a probabilidade dessas 25 árvores terem sido acidentalmente codificadas nesse capítulo da Torá é de 1 em 100 mil. Isto significa que se tomarmos 100 mil textos hebraicos de tal comprimento, deveríamos esperar encontrar os nomes das 25 árvores codificados em apenas um dos mesmos. Seria meramente sorte o fato de que este fenômeno das árvores foi precisamente encontrado na passagem da Torá que narra a criação das árvores por D'us?

O ENSINAMENTO DOS ELEITOS-COHEN



Arthur Edward Waite indica os seguintes estudos dos "Sacerdotes Eleitos" ou "Eleitos-Cohen". Os três primeiros graus são maçônicos. Os seguintes tratam de:


Quinto Grau Aprendiz Eleito-Cohen: a instrução deste grau divide o conhecimento sobre a existência do Grande Arquiteto do Universo e sobre o princípio da emanação espiritual do homem. Mesmo a Ordem é emanada do Criador e tem sido perpetuada até nossos dias por Adão, de Adão para Noé, de Noé para Melquizedeque, portanto a Abraão, Moisés, Salomão, Zorobabel.


 O sentido desta transmissão dogmática é que sempre tem existido uma Tradição Secreta no mundo, e que sucessivas épocas a tem manifestado com sucessivas custódias. È com este sentido que a Ordem diz Ter o propósito de manter o homem e sua virtude primitiva, com seus poderes espirituais e divinos.


Sexto Grau Companheiro Eleito Cohen: o estudante aprende a QUEDA do Homem. Ele é passado da perpendicular ao triângulo, ou da união do Primeiro Princípio ao da triplicidade das coisas existentes. O grau de Companheiro tipifica essa transição. Ao Candidato desfazer a Queda, na qual seu próprio espírito se acha submerso.


Sétimo Grau Mestre Eleito Cohen: simbolicamente o Candidato passa do triângulo ao círculo. Trabalha nos círculos de expiação que dizem ser seis, em correspondência com as seis concepções utilizadas pelo Grande Arquiteto na construção do Templo Universal. Se explica o simbolismo do Templo de Salomão. Estimula-se os membros deste Grau a caridade, aos bons exemplos e a todos os deveres da Ordem, para a reintegração de seus princípios individuais, simbolizados no Mercúrio, o Enxofre e o Sal.


Oitavo Grau Grande Mestre Eleito Cohen Particular: o candidato entra no círculo da reconciliação. Estimula-o a abraçar a causa da luta contra o mal sobre a terra, que tenta destruir a Lei divina. Devem ser soldados do Reconciliador. Se adverte o candidato a não ingressar em ordens secretas que pervertem os ensinamentos recebidos. Simbolicamente o candidato tem 33 anos.


Nono Grau Grande Arquiteto ou Cavaleiro do Este: simbolicamente o candidato tem 80 anos. É um Grau de Luz e o Templo se abre com todas as luzes acesas. Existem quatro Guardiões, que representam aos quatro ângulos dos quatro pontos cardeais do céu. Se estudam os mistérios das Tábuas Enoquianas de John Dee.


Os membros deste grau se ocupam da purificação de seus sentidos físicos, de modo a poder participar na obra do Espírito Santo. Se lhes instrui a construir novos Tabernáculos e a destruir os antigos. Estes quatro tabernáculos são:


1) O corpo do homem;
2) O corpo da mulher;
3) O Tabernáculo de Moisés;
4) O Tabernáculo do Sol, ou Tabernáculo temporal espiritual no qual o Grande Arquiteto do Universo destinou conter os nomes sagrados e palavras sagradas de reação espiritual e material. 


Décimo Grau Grande Eleito de Zorobabel ou Comandante do Este: o Candidato trabalha sobre a Redenção. É muito pouco do que se pode dizer desse Grau.


Décimo Primeiro Grau Cavaleiro Reaux Croix: sem dados.

domingo, 9 de outubro de 2011

O RITO DOS ELEITOS-COHEN


A Ordem dos Eleitos-Cohen, fundada por Martinez de Pasqully, se dividia em três classes:

Primeira Classe: Continha os três graus da Maçonaria Simbólica  Aprendiz,  Companheiro e Mestre e mais um quarto grau de Grande Eleito ou Mestre Particular.

Segunda Classe: compreendia os chamados Graus do Pórtico ou Átrio de Aprendiz Eleito- Cohen, CompanheiroEleito-Cohen e Mestre-Eleito-Cohen. 

Terceira Classe: continha os Graus de Templo de Grande Mestre Eleito-Cohen, Cavaleiro do Este ou Grande Arquiteto e Comandante do Este ou Grande Eleito de Zorobabel.

Além deste, existia um grau secreto: o de  Reau-Croix,
que não deve confundir-se com o grau Rosa Cruz, que apareceria mais tarde na Maçonaria. Neste grau, o iniciado se colocava em contato com os planos espirituais além do físico, através de invocações mágicas e práticas teúrgicas. O objetivo da Ordem era alcançar a visão beatífica, como resposta a suas evocações mágicas.

Martinez conferiu o título de "Juiz Soberano e Superior Incógnito da Ordem" a seus discípulos Bacon de La Chevaliere, Johan Baptiste Willermoz, de Serre, Du Roy, D'Hauterive e de Lusignan.

Antes de sua morte, ocorrida em 1778, Martinez havia designado como sucessor, seu primo Armand Cagnet de Lestére, que faleceu em 1778, logo após transmitir seus poderes ao "Mui Poderoso Mestre" Sebastian de las Casas. A continuação suscitou numerosas disputas nos templos da Europa e geraram divisões que impediram unificar o Rito. Supõe-se que se transmitiu de pessoa para pessoa, dentro de cenáculos conhecidos como Areópagos Cabalísticos, de nove membros da Ordem. Um dos últimos nomes que se dispõe é o de um tal Destigny, que morreu em 1868.

Ao finalizar a Segunda Guerra Mundial, três iniciados S.I., fundaram uma Ordem Martinista dos Eleitos-Cohen, Um deles foi o Grande Mestre Robert Ambelain (Sar Aurifer), com materiais diversos. Esta ordem pratica o caminho teúrgico dos Eleitos-Cohen, porem é muito duvidoso que seja a continuação dos mesmos. Em 22 de agosto de 1996, Sar Aurifer vivia em Paris, França.

Nota: Em 1895, Papus admitiu possuir rituais e arquivos originais da Ordem dos Eleitos-Cohen, que chegaram a suas mãos, seguindo o seguinte trajeto:

1) os arquivos passaram primeiro pelas mãos de Willermoz, aproximadamente em 1782;
2) de Willermoz passaram para as mãos de seu sobrinho;
3) deste sobrinho para a viúva do mesmo;
4) desta viúva para M. Cavernier, um estudante de ocultismo;
5) que por mediação de um vendedor de livros chamado M. Elie Steel, Papus foi posto em contato com Carvenier;
6) que permitiu a Papus copiar os principais documentos.

sábado, 8 de outubro de 2011

MINHA MAIOR SATISFAÇÃO







"Toda iniciação é um nascimento".


A maior satisfação que posso tirar do trabalho realizado através da Cabala e da seriedade com a qual tratamos o tema, é a de ter feito grandes amigos, alunos, leitores e não poucos professores. Ensinar, cada vez tem me mostrado que é igual a aprender, á medida que as culturas diversas de outros estados e pessoas das mais diferentes matizes nos mostra o quanto ainda temos para absorver.


Se tem algo que me felicita muito, é ver que passado certo período de tempo, alunos que tive contato e se encontravam numa etapa da vida, avançam nos estudos e tomam verdadeiro amor pela via iniciática. Abraçam a bandeira de fazer o bem e se aprofundam em si mesmos e no próximo.


Não foram poucos, que com o tempo avançaram para os módulos mais elevados de Cabala, assim como julgaram ser a hora de procurar nova via iniciática. Com isso, tive o orgulho de os receber agora como irmãos maçons, rosa-cruzes e vê-los expandindo seus horizontes em outras fraternidades.


Toda vez que tenho a chance de falar com alguém e sinto, que de alguma forma pude contribuir com o crescimento desta pessoa, fico muito feliz. A essas pessoas, também agradeço por auxiliarem no meu crescimento, é incrível como formamos uma egrégora tão forte e mesmo com as barreiras geográficas faz um efeito maravilhoso.


Só tenho a agradecer pelos comentários, críticas e, sobretudo pelo incentivo. Obrigado, meus irmãos de caminhada!


Fraternalmente,


Rafael Chiconeli .`.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

LIVRE ARBÍTRIO X DESTINO




O que é livre-arbítrio: é podermos fazer o que quisermos, sem nenhum tipo de controle ou coerção. Neste aspecto, como seres humanos, esta possibilidade de fazermos ou não fazermos nos diferencia de outros seres - como os animais - que são guiados unicamente por seus instintos.

Com relação a destino, que é totalmente diferente, é a crença de que nada é por acaso, e que as coisas têm uma razão de ser dentro da planificação divina. A Cabala acredita na planificação, mas entende que na vida material nosso contato com a planificação original só pode acontecer através do combate ao egoísmo e melhoramento do ser.

O que prova a diferença entre ambos é que mesmo que o Criador venha até mim diretamente e me diga que seus planos para mim são "x", eu posso me revoltar e fazer "y". Por isso o homem é ímpar, e nesta lei o criador não interfere. Ele não criou o homem para ser autômato.

Podemos traduzir assim: por mais que haja uma planificação para você, ou "destino", você, dependendo das suas atitudes pode cumprir agora, ou cumprir mais tarde. Isso pode significar uns segundos ou milhares de anos. A alma é imortal. Por isso, que quando escrevo que temos que estabelecer conexão com o criador, não falo isso para adivinhar o futuro de ninguém, mas sim, pela crença de que próximo ao criador, tudo é bom.

E quando falo de cumprir seu propósito na existência, falo em aproveitar suas potencialidades, pois a Cabala é um verdadeiro manual para nos conectarmos ao Eterno.

Não é complicado, minha amiga, pois tanto o destino, quanto o livre-arbítrio, caminham juntos por serem obras do criador. O livre-arbítrio nos torna a criação mais perfeita do Eterno, pois podemos realizar o máximo de nossas potencialidades sem qualquer tipo de coerção. E o destino é aquilo que nos aguarda em cada etapa.

Só o Criador sabe em todos os passos o que acontecerá conosco, embora ele não intervenha neste livre-arbítrio. Ele o sabe, por ser Deus.

O que acontece na Cabala é tentarmos, nos aproximar ao máximo das realizações boas. Por isso, procuramos nos harmonizar com o criador, pois como tudo o que provém dele é bom, em sintonia com o eterno, nossas obras aqui serão boas.

Fraternalmente,

Rafael Chiconeli .`.


MAGIA CABALÍSTICA E MEMPHIS-MISRAIM



OS VALORES

Há no rito a aceitação e respeito da totalidade da mais pura tradição, fazendo dele um meio seguro para o homem moderno atingir níveis superiores do espírito e de tentar com as qualificações adquiridas futuramente e gradativamente reintegração individual a divindade eterna. Adota-se a prática da Cabala Angélica: com as invocações dos 4, dos 7, e a grande operação dos 72.

O rito utiliza os princípios das correspondências, da comunhão sagrada, da transcendência, e do ritmo individual em harmonia com o ritmo cósmico. O homem moderno perdeu o seu ponto de referência de seu interior (COMUNHÃO COM O CRIADOR) encontra-se assim perdido, desorientado, numa verdadeira crise de identidade e para isto é necessário a mudanças em si, como bem simbolizado nos mitos Cabalísticos.

Com isso iniciado devendo ser puro, humilde e doce, todos os seus esforços devem tender à ultrapassar os numerosos obstáculos que poderão afastá-lo do caminho, travando uma luta contra a sua própria personalidade, contra seus próprios interesses e seus condicionamentos. Deve-se assegurar em si uma forma de espírito particular, com um itinerário para pesquisa do mundo divino em si, da sacralidade de sua própria vida e de tudo que o cerca.

É necessário querer conhecer-se à qualquer preço, se preparando para que o conhecimento se dê espontaneamente. É uma p reparação para o acontecimento que se faz com determinação, amor e espírito de sacrifício. Preparação que conduzirá inicialmente à mentalidade tradicional e a transmutação da personalidade profana e caótica em personalidade iniciática e ritmicamente ordenada, e conseqüentemente, a lenta e contínua progressão para a luz .