sábado, 31 de março de 2012

PARASHÁ TSAV




D’us ordenou a Moshê: "Reúna todos!"

"Onde?" - perguntou Moshê.

"No pátio do Mishcan !" - respondeu D’us.

"Mas há 600.000 homens com mais de vinte anos e outros 600.000 rapazes mais jovens," objetou Moshê. "Não cabem todos lá."

"Não se preocupe com isso," D’us respondeu a Moshê. "Posso acomodar a todos".

A Cabala Iniciática é a visão da autêntica tradição milenar passada de boca à ouvido. Dedica-se, além dos estudos conhecidos, a desvendar as verdades profundas do Midrash, e nele encontramos profundas chaves, para o entendimento das vontades divinas.

Similarmente, quando D’us desceu ao Monte Sinai na Outorga da Torá para falar com o Povo de Israel, tinha com Ele 22.000 carruagens de anjos. Muito embora o Monte Sinai fosse pequeno para acomodar a todos, D’us realizou um milagre e todos couberam na montanha. 

Entendemos à partir daí, que não devemos nos lamentar ou limitar nossos objetivos, porque "aparentemente" não parecem ser possíveis. Devemos nos conectar, para que possamos escutar o mesmo que Moshê ouviu, que D´us ampliará, para que caiba em nossa vida.

Todos os judeus assistiram enquanto Moshê preparava Aharon para seu novo trabalho como Cohen Gadol da seguinte maneira: Aharon imergiu em um micvê para tornar-se puro. Então Moshê trouxe Aharon ao kiyor (lavabo) e lavou-lhe as mãos e os pés. O povo viu como Moshê vestiu Aharon em esplêndidas vestimentas: a saia longa, o cinto, o casaco, o avental e seu cinturão. Moshê fechou o peitoral sobre o avental, colocou o turbante de Aharon e fixou-lhe o tsits, a faixa sagrada, na sua testa.

Esta pureza é imitar Hashem, por intermédio das boas ações, que abrem as portas para que realizemos Tikkunin necessárias para nossa elevação. Aharon é posto com estas vestimentas, porque, antes mesmo disto, já estava "vestido" das grandezas espirituais que só um tzadik (justo) é capaz de possuir. Então, o externo equivalia exatamente ao que ele era internamente: alguém "vestido com o espírito de doação", um homem glorioso.

Finalmente, Moshê trouxe o shemen hamishchá, o óleo para unção. Passou um pouco sobre o Mishcan e os utensílios para torná-los sagrados. Também borrifou-o sete vezes sobre o grande altar no pátio. Então derramou um pouco do óleo sobre a cabeça de Aharon. Depois disso, Moshê lavou e vestiu os filhos de Aharon perante todo o povo.

O papel do mestre é ser o mais humilde de todos, ser exemplo. Para quem exerce os verdadeiros desígnios, como Moshê, é uma honra poder estar ao lado de tzadikim (justos). Ele os unge, como símbolo de seu reconhecimento pelo esforço deles e também por seu domínio sobre o ego. É necessário que nos santifiquemos, através de companhias que compartilham de nosso mesmo espírito de doação.

Shalom!

Rafael Chiconeli

quinta-feira, 29 de março de 2012

ANÁLISE MAPA ASTRAL (VÍDEO)



GENTE, CONFORME O PROMETIDO... O MAPA ASTRAL CABALÍSTICO.


NESTE VÍDEO O CABALISTA RAFAEL CHICONELI FAZ A ANÁLISE DE UM MAPA ASTRAL DO SIGNO DE GÊMEOS, PARA UMA VISÃO AMPLA DA ASTROLOGIA CABALÍSTICA.

LINK DO YOUTUBE: http://www.youtube.com/watch?v=wYUj9z1GzpU&context=C4ec0ea7ADvjVQa1PpcFMYakocowI1e5vnRHJ1f3AD0xBSBVWh9YQ=

OBS: ESTA ANÁLISE FOI FEITA PARA UMA PESSOA ESPECÍFICA, PORTANTO, NÃO SIGNIFICA QUE ISTO REFLETE VOCÊ, AINDA QUE SEJA DO MESMO SIGNO. PORQUE CADA PESSOA TEM COMBINAÇÕES ASTRAIS ÚNICAS. 

ESTA ANÁLISE É SÓ PARA ENTENDIMENTO DA DINÂMICA DO MAPA ASTRAL CABALÍSTICO.

terça-feira, 27 de março de 2012

O MAPA ASTRAL CABALÍSTICO


Num post passado, tive a oportunidade de dizer, que o Mapa Astral Cabalístico é uma ferramenta de autoconhecimento, sobretudo, para que a pessoa possa tomar as melhores decisões em sua vida. Ele não tem como foco principal as previsões, já que pela lógica, quem se conhece bem, não precisa ter isto como atividade principal.

O seu estudo é profundo, pois é a pura ciência, vinda de fonte divina, direta do patriarca Abraham. Ele foi o primeiro astrólogo judeu e seu grande mérito está em ter recebido o conhecimento da formação do universo, diretamente de Hashem. Esta sabedoria foi registrada no livro Sepher Yetizirah (Livro da Formação), que nos revela os mistérios da astronomia e também da astrologia.


O Mapa Cabalístico utiliza técnicas avançadas de Gematria, que é diferente da numerologia comum, possibilitando uma visão plena dos dados concedidos pelo interessado. Sua diferença em relação à um mapa convencional é gritante, justamente por mostrar coisas, que somente a exatidão da Gematria podem revelar.


Sua riqueza de detalhes está no aprofundamento das informações concedidas pelas Sephiroth, que são os atributos divinos com os quais D´us revestiu a existência. Assim como elas atuaram na construção do todo, cada ser humano tem em si próprio uma Árvore da Vida particular.



Com  isto delimitamos exatamente quais os Tikkunin, que precisamos lidar, além de conhecer àqueles que o próprio signo já tende a apresentar. O Mapa Astral Cabalístico é uma grande ferramenta no nosso caminho de autocorreção. Sua simplicidade e riqueza de informações são algo impressionante.


O Mapa Astral Cabalístico é uma verdadeira tecnologia para quem busca autoconhecimento e transformação. É uma arte milenar e, por isso, um trabalho seríssimo, que a Cabala Iniciática destina àqueles realmente interessados no purismo desta ciência.


ESTA SEMANA, POSTAREI UM VÍDEO, ONDE INTERPRETO UM MAPA ASTRAL, PARA QUE TODOS POSSAM CONHECER A DINÂMICA DESTE TRABALHO.


CONTATO: rafaelchiconeli@yahoo.com.br

Shalom!


Rafael Chiconeli



sábado, 24 de março de 2012

PARASHÁ VAYICRÁ





Esta Parashá carrega tanta importância, que em Cabala Iniciática, temos o costume de começar as instruções com crianças à partir dela. Isto, porque Vayicrá fala dos Corbanot (sacrifícios) que eram realizados no Templo de Jerusalém e que foram ordenados por Hashem. Quando estudamos este trecho da Torah, para D´us é como se nós tivéssemos realizado um Corban, obtendo os méritos pelo mesmo.

Para as crianças é ainda mais especial, porque é dito que o Criador considera melhores, aquelas ofertas que lhe são trazidas por pessoas puras. Como as crianças, são a essência da pureza, quando estudam os princípios divinos, D´us considera que está sendo realizada uma Mitzvah de Tzadik (justo, santo), pois as crianças são livres de transgressões.

Nesta Parashá, é evidenciado o trabalho do Cohen (sacerdote), aquele que busca uma maior conexão com o D´us, sendo que os Corbanot (sacrifícios), são a chave para as reparações (Tikun), que precisamos empreender. O trabalho incansável deles, nos lembra que não devemos nunca recuar em nossa tarefa primordial como cabalistas.

Cada um de nós, que busca as reparações maiores e realiza o principal Corban (o do ego), pode ser considerado um Cohen, código cabalístico para Neshamah, que é a conexão ininterrupta com o criador.

Shalom!

Rafael Chioconeli


quinta-feira, 22 de março de 2012

ORAÇÃO CABALÍSTICA II

 


MINHAS AMIGAS E MEUS AMIGOS, TODA A LUZ DA CABALA PARA VOCÊS! QUE TODOS POSSAM DESFRUTAR DAS MARAVILHAS QUE D´US NOS RESERVA :)


Temos que partir do seguinte princípio: D´us é perfeito e todas as suas obras são boas. Crendo que isto é verdade, vamos ter que reconhecer automaticamente, que ele já tem a atitude correta conosco e não precisa mudar com relação a nós. Nós é que precisamos mudar com relação à ele, portanto este caminho para a mudança quer dizer que temos que restabelecer nossa percepção do divino.


A oração é muito interessante, pois dentre todas as partes práticas da Cabala Iniciática, ela é mais simples de ser aprendida. Isto, porque as pessoas em geral, já têm uma certa familiaridade com a oração, ainda que a façam com objetivos diferentes dos objetivos cabalísticos. Existem orações mais simples e outras muito complexas, mas ela é uma forma de familiarizar mesmo o cabalista iniciante, com os projetos de D´us.


Sabemos que o grande problema dos estudantes de Cabala é a dúvida. O principal nisso, é que além de ser um ciclo vicioso, ela também é um bloqueio automático de "Ohr hassidim", meio pelo qual o praticante consegue elevar sua percepção acerca de D´us. Ou seja, a oração é "Mohin Degadlut", uma expansão de consciência que vai se refletir nos acontecimentos que o cabalista atrairá para si.


A prática da oração cabalística, envolve a preparação, a devoção, o amor, a Torah, a contemplação e o "Yichud" ou unificação. Assim, o praticante torna-se uma coisa só com a oração, que é tornar-se um só com as palavras de D´us, chegando ao nível elevado de consciência que possibilita a perda das limitações. Nenhum pensamento restritivo, negativo ou de natureza duvidosa é capaz de atrapalhar a alegria do cabalista.


É agir como uma criança, cujo intelecto começa a se desenvolver, atingindo o poder das palavras pela oração, entrelaçadas pela "Kavannah". O elemento maior é o amor, que amplia o "Devekuth" e elimina o distanciamento entre Criador e Criatura, que faz com que o "amante", não queira deixar o Ser "amado". 


E assim, "Ohr Hassidim" surge em toda a sua glória e abre todas as portas para o desenvolvimento do cabalista.


Shalom!


Rafael Chiconeli

segunda-feira, 19 de março de 2012

ORAÇÃO CABALÍSTICA I

 

MINHAS AMIGAS E AMIGOS, TODA A LUZ DA CABALA PARA VOCÊS. DESEJO UMA SEMANA DE VITÓRIAS PARA TODOS. HOJE, FALAREMOS SOBRE A ORAÇÃO CABALÍSTICA.

A Cabala Iniciática desde o princípio de seu estudo, que sobretudo, se fundamenta na prática utiliza o Devekuth, como forma de romper com os véus que impedem que o ser humano não perceba a presença divina. Isto porque sua ocultação não quer dizer que ele não atue em nossas vidas, mas sim, que devemos fazer um esforço maior para que possamos percebê-lo.

Devekuth, significa "Total Subordinação a D´us" no sentido de nos integrarmos ao todo, na ciência de que é o gerador de todas as coisas. Esta entrega se baseia no amor profundo entre fonte e criação, que abre as portas para uma conexão maior, que resulta na felicidade com, que o cabalista se apega ao seu estudo e a Hitlahavut (entusiasmo).

Isto resulta na redução gradual de todas às distâncias entre D´us e sua criação, através do encurtamento dos "véus", que propositalmente surgiram para que o ser humano possa evoluir. Uma das maneiras de se reduzir esta distância, segundo nossos sábios, está na oração que é o ato sublime de falar com Hashem.

Através da oração, estabelecemos um link direto, não para que D´us mude sua atitude em relação à nós (pressuposto da religião), mas para que possamos mudar à nós mesmos. Então, o que na verdade pedimos é compreensão e aumento de nossa percepção, com relação às intenções do Criador, que são essencialmente boas. A oração é um pedido para participar, através do entendimento, dos profundos objetivos do Criador.

Durante uma oração, devemos entender, que de nada adiantam as frases bonitas, se não termos a intenção correta, pois o Criador não as lê ou escuta e sim os sentimentos que fluem do nosso âmago, em busca da união total com os propósitos Dele. Com isso, realizamos o que se espera de nós, que é a elevação entre os véus e nosso objetivo final como cabalistas.

Sempre se comunique com o Criador. No próximo artigo falaremos mais sobre a importância das orações.

Fraternalmente,

Rafael Chiconeli