quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ONDE PODEMOS CHEGAR


Em todo e qualquer empreendimento, saiba que  o seu nível de comprometimento determinará o resultado final. Não vou me aprofundar em debater temas recorrentes do nosso dia a dia comum, já que lidamos aqui com aspectos que nos conectam com a espiritualidade maior.

Mais do que um comprometimento com a "causa", é preciso determinar que "causa" é essa que nós tanto buscamos. Geralmente começamos entendendo que a causa principal é "eu", por isso, nos dedicamos a viver uma vida destinada a nos engrandecer e a parecermos melhores do que somos, unicamente para alimentação daquilo que não pára de nos cobrar.

Porém, quando vivemos de preencher o "eu", mais vazios nos tornamos, num paradoxo incapaz de ser conciliado. É uma situação realmente inacreditável, como se você comesse o dia todo e sua fome nunca cessasse. Esta é a sensação do egoísmo, é como tentar aplacar a ira de um daqueles deuses pagãos com sacrifícios humanos: quando mais você sacrifica, mais ele quer.

Rav de Akko, um dos maiores sábios, que compartilharam a sabedoria da Cabala Iniciática, estabeleceu a verdade sobre quem é a real causa. Ele tinha soluções práticas para esta questão incessante do egoísmo. O Rav dizia, que devíamos empreender uma conexão real com o divino e todas as demais criaturas, por isso, sua máxima era: "mate o seu ego".

Este ego é morto, através do amor, onde descobrimos que existe uma sintonia superior, igual PARA TODAS AS CRIATURAS, a qual estes antigos chachamin chamavam de conexão com a Luz Primordial e também pode ser denominada Egrégora. Uma energia, que por si só, impulsiona àqueles que fazem parte dela rumo ao crescimento maior junto à Hashem.

As práticas da Cabala Iniciática, mais do que teorizar, proporcionam isto, por isso chama-se PRÁTICAS. Pois como dizemos, ela é uma ciência, que sobretudo necessita de experimentação e vivência. Só assim, poderemos entender, onde de fato podemos chegar.

Fraternalmente,

Rafael Chiconeli



® todos os direitos reservados

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A CABALA E AS CRIANÇAS


Este aspecto de nossa ciência milenar é pouquíssimo divulgado, mas a Cabala tem respostas no que diz respeito à educação de nossas crianças. Neste aspecto, seu papel é despertar desde cedo seu crescimento, encurtando seu período de preparação, para uma rápida descoberta de sua própria espiritualidade.

Isto é algo coerente, já que para as crianças, as questões da existência são muito mais importantes que para um adolescente ou adulto. Explico: elas querem muito saber porque estão vivendo, por isso, buscam as respostas que sejam capazes de satisfazê-las à este respeito. Por intermédio da Cabala, ela obterá todas estas respostas, que possibilitarão à ela segurança e propósito.

O problema em geral, é que as crianças crescem sem respostas satisfatórias acerca destas questões existenciais, que a todo momento vão e voltam à mente dos pequenos. Conforme o tempo passa e a criança vai se tornando mais velha, esta questão vai ficando reprimida, sendo paliativizada pelo egoísmo e a cultura do "eu", que aprendemos na rua, nos meios de comunicação e muitas vezes, também em casa.

Porém, as questões existenciais não abandonam o subconsciente e as respostas  não obtidas, vão gerar incertezas com relação a qual propósito desempenhar. Estas questões reprimidas, muitas vezes têm consequências ruins como: depressão, terror, abandono e diversos tipos de problemas, que hoje nos levam aos consultórios e a todo o tipo de terapia.

Dentro da Cabala Iniciática, a criança aprende a deixar a dinâmica do unicamente "eu", para a passar á do "nós", onde nos sentimos conectados, com o próximo, levando á um estado de segurança e união. Assim, é desenvolvida uma mentalidade de harmonia, vendo as vantagens de estar ligado ao outro, onde triunfamos através da conexão com outras pessoas.

Isto vai gerar logo uma esfera de desenvolvimento, pois desde o princípio esta conexão com o maior é o que a criança anseia, por sua proximidade maior com a espiritualidade, em comparação com o adulto.  Agindo na criança, conseguimos evitar inúmeros problemas existenciais que surgiriam lá na frente. E contribuímos, para que os adultos em volta, também se desenvolvam.

Fraternalmente,

Rafael Chiconeli




® todos os direitos reservados


domingo, 26 de fevereiro de 2012

PARASHÁ TERUMAH



“E falou o Eterno a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e tomareis para mim oferenda de todo homem que der de coração, tomarei a minha oferenda”
“E farão para mim um santuário para que eu possa habitar no meio DELES”.

Na parashá de Terumá, D´us instrui Moisés sobre a construção do Tabernáculo, com as doações de todo o povo.

O texto traz uma descrição desta construção de forma extremamente detalhada, feita com beleza e materiais nobres, como pedras preciosas, metais puros, tecidos especiais e madeira de acácia.

A construção começa com o ato de compartilhar porque este é o atributo que nos aproxima da Luz. O Tabernáculo é um simbolismo para construção de um espaço interior que nos permite acessar dimensões mais amplas da realidade, para construirmos no mundo físico uma morada para a Luz e vivenciarmos o mundo espiritual com a intimidade de “pessoas próximas” que moram juntas.

Este “eu interior” pode ser comparado a uma obra-prima de artesanato que deve ser construída com habilidade, kavaná e desapego.

O retorno à integridade, ao melhor de nós mesmos, é feito pelo artesanato da alma. Pergunte a si mesmo o que você gostaria de refinar e polir, os cantos de seu Tabernáculo interior que gostaria de iluminar.

Dentre as várias instruções recebidas por Moisés, podemos destacar a construção da Menorá, o candelabro que permanecia constantemente aceso no interior do Tabernáculo. A Menorá é uma representação da Árvore da Vida. Representa a totalidade da realidade e constitui uma escada de ascensão e aproximação com o Infinito. 

O conhecimento e a conexão com a Árvore da Vida nos possibilita o desenvolvimento de uma visão interior que modifica nossa percepção da realidade e ilumina nosso Tabernáculo interior.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

AULA ABERTA: CABALA E O AMOR




MEUS AMIGOS, MINHAS AMIGAS, TODA A LUZ DA CABALÁ PARA VOCÊS!


VAMOS TER UMA AULA DEMONSTRATIVA ABERTA ESTA SEMANA NO RIO DE JANEIRO (22-02) - QUARTA-FEIRA (DE CINZAS).


ACABAM-SE AS "PAIXÕES DE CARNAVAL" E MUITOS PENSAM NO AMOR, EM TER ALGO VERDADEIRO E ACIMA DE TUDO, DURADOURO.

O TEMA DE NOSSA AULA, SERÁ "A CABALA E O VERDADEIRO AMOR", TEMA QUE É DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA TODOS NÓS.

É GRATUITO. QUEM QUISER PARTICIPAR, É SÓ ENVIAR UM E-MAIL PARA: 


rafaelchiconeli@yahoo.com.br


COM TELEFONE E NOME COMPLETO, QUE PASSAREMOS TODOS OS DADOS CORRETAMENTE.


LOCAL: COPACABANA


HORÁRIO: 19H30

MAIS UMA VEZ, AGRADEÇO Á TODOS QUE VÊM NOS ACOMPANHANDO.

FRATERNALMENTE,

Rafael Chiconeli .`.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

PARASHÁ MISHPATIM



A parashá da semana passada terminou com a entrega da Torá no Monte Sinai. Mishpatim  é o plural da palavra Mishpat, que significa "justiça" e trata de uma série de leis que determinam o comportamento entre o homem e seu semelhante. Após a revelação dos “Dez mandamentos”, Mishpatim traz uma série de leis que promovem uma consciência maior de reponsabilidade e reciprocidade.

A porção começa com a frase: “E estas são as leis”. Este  “E” teoricamente desnecessário, foi colocado de forma a conectar esta Parashá com a da semana passada. O objetivo é enfatizar a diferença entre as leis criadas pelos seres humanos e as leis da Torá, que estão além do tempo e do espaço.

É nesta porção que surge o polêmico conceito de “olho por olho e dente por dente”. Isso não significa que o homem deve ser simplesmente punido ou de revanchismo, mas um reconhecimento das leis de causa e efeito.  Para Cabalá, o equilibrio cósmico diz respeito aos princípios Divinos de julgamento e misericórdia.

“Se alguém ferir seu escravo ou sua escrava com uma vara e o ferido vier a morrer, será punido”

O verbo “será” nos remete ao conceito de que através da energia de misericórdia pode haver um afastamento entre causa e efeito para que  o ser humano tenha possibilidade de fazer a retificação. Quando as Forças supremas são influenciadas pelo livre-arbítrio do homem, elas por sua vez, influenciam as coisas físicas com as quais estão diretamente relacionadas. Somos capazes de influenciar as leis deterministas vivendo continuamente num estado de consciência plena.

“E ao peregrino  não fraudareis e não o oprimireis, porque peregrino fostes na terra do Egito”.

Este preceito é repetido  duas vezes em Mishpatim. Quando isto acontece na Torá, é um sinal para prestarmos atenção especial. A sabedoria da Cabalá nos ensina que todo ser humano é um peregrino no mundo físico – no Egito. Nossa verdadeira essênccia é espiritual .

A realidade na qual acreditamos, é na maioria das vezes uma ilusão criada pela mente. No livro Neurofisiologia da meditação, o autor faz a seguinte colocação: “Talvez não sejamos o que pensamos ser”. Quem sabe, de fato, contrariando a teoria Cartesiana, pensamos, logo não existimos”.

A maior de todas as ilusões é a de que somos apenas um único “eu “ limitado. Cada ser é uma casca que contém centelhas sagradas. Liberar estas centelhas de suas cascas aproxima o homem de seu estado original, sem as limitações impostas pelo ego. Quando acessamos um nível de alma (consciência) mais elevado, onde encontramos nosso verdadeiro “eu”, obtemos uma percepção do que está além da casca. Ganhamos familiaridade com o “estrangeiro” e despertamos a centelha Divina que existe em tudo no mundo físico.

“Tudo o que disse o Eterno, faremos e ouviremos”.

Esta declaração demonstra o compromisso que devemos assumir com o caminho espiritual, mesmo nos momentos de dúvida e medo. Não se trata de uma declaração de fé cega e absoluta. No deserto, o povo reclamou por diversas vezes de sede e de fome. Chegaram a dizer que eram mais felizes como escravos no Egito, mas não deixaram de seguir adiante.

Outro importante ponto de reflexão desta porção, é  sobre a importância da ação no Mundo físico. A Sabedoria passiva não tem valor no Universo. Assim, é adequado ao homem que sua sabedoria encontre-se em todos os seus atos. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A SUA FAGULHA



DESEJO À TODOS UM EXCELENTE DIA E MUITAS VITÓRIAS, SEM SE DEIXAR ABATER POR CIRCUNSTÂNCIAS NEGATIVAS. ELAS SÃO MINÚSCULAS PERTO DO TODO QUE VOCÊ É.

Rabi Akiva foi um dos maiores sábios, não só da cabala, mas de toda a cultura judaica. Sua trajetória, humildade e perseverança nos ensina que nunca é tarde para mudar a ordem das coisas em nossas vidas, para que a dinâmica do mundo passe finalmente a girar em nosso favor.

Vejo que um dos grandes males hoje em dia, depois da tomada de decisão, é centrar exatamente no que queremos das nossas vidas. Isto acontece porque, muitas vezes somos tão talentosos e temos tanto potencial para tanta coisa, que acabamos por não focar num objetivo único. O que resulta disso é o pensamento de que poderíamos tanto e no final não fizemos nada.

Conforme isto se intensifica, os anos passam e a idade vai chegando, o pensamento que vem é de que não somos mais capazes, que perdemos o item valioso para implementar algo de novo em nós: tempo. Mas esquecemos de que o tempo preciso para o que queremos é uma determinação nossa, não vem de algo externo, como as espectativas e esperanças que as pessoas colocam em nós.

Rabi Akiva, viveu algo parecido. Até os 40 anos de idade era completamente analfabeto, exercendo um trabalho que embora ffossse digno, estava aquém de suas potencialidades. O conformismo o mantivera em sua posição por muito tempo, até que surgiu uma fagulha que o estimulou a transformar sua vida.

Ele se apaixonou por Rachel, a filha de um homem rico, mulher fascinante e de um nível cultural elevadíssimo. Da maneira que estava, ele jamais poderia ter um relacionamento amoroso com ela, pois o abismo cultural era pior do que qualquer diferença entre os dois. E Akiva então, decide mudar sua vida.

Akiva se comprometeu com ela a estudar profundamente, tornando-se um douto em Torah. O caminho no início foi difícil, até que ele conseguisse se alfabetizar, mais ainda, foi ter que se mudar para uma outra cidade, para aprender com os Mestres da Torah, mas ele havia encontrado uma certeza na vida: ele tinha uma motivação (motivo que te leva a uma ação).

Ele foi tão focado em seus estudos, que tornou-se o Rabino Akiva,  um dos maiores cabalistas de todos os tempos, conquistou a mulher que tanto amava e teve uma vida feliz. Entre seus méritos, foi mestre de Rabi Shimon Bar Yochai (autor do Zohar, o maior de todos os tratados da Cabala) e Rabi Meir (o Mestre dos Milagres).


No caso de Rabi Meir, um amor, fez acender a fagulha que o levou às decisões que precisava. Você também pode acender um fagulha, que se transformará num incêndio de energia positiva para transformar tudo em sua vida e alcançar as realizações que que trarão paz e confiança.


Fraternalmente,


Rafael Chiconeli .`. 



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