sábado, 3 de setembro de 2011

OS MISTÉRIOS DA GEMATRIA




Gematria (pronuncia-se Guemátria) é a arte Cabalística de extrair valores numéricos as leras hebraicas e, assim, chegar à conhecimentos profundos, que geralmente estão em código nas escrituras da Torá. Sempre foi muito utilizada pelos antigos rabinos cabalistas e até hoje é alvo de muita curiosidade e pesquisa. O grande problema, hoje em dia, é que seus conceitos acabam se confundindo e muito com as outras formas de Numerologia que existem, como a Pitagórica e até a Cabala Hermética, que é uma variação da Cabala original, com a adição de conhecimentos da Golden Dawn e da Thelema.

Reconhecemos os valores de cada uma das artes esotéricas, mas aqui, trabalharemos especificamente a Cabala Judaica. A seguir, exibiremos alguns conceitos que utilizamos em nossos seminários, para fazer a diferenciação, de forma bem simples para que fique bem simples, o entendimento por parte do leitor. Primeiro, atribuindo os valões, às respectivas letras, como é feito cabalísticamente, desde a antiguidade:


 Valor das letras hebraicas

Posto que temos as letras e os valores respectivos às mesmas, poemos trabalhar as equivalências, seguindo os princípios cabalísticos. Vamos utilizar, como exemplos, palavras bem simples das escrituras e, então, os leitores entenderão, com clareza a profundidade que estes ensinamentos carregam e como podem nos auxiliar, nos problemas da vida. 

Vamos começar, com a palavra “AMOR”, que muito aparece nas escrituras. “AMOR”, em hebraico, se pronuncia “AHAVÁ”, que é a mesma coisa que “הבהא”. Atribuindo os valores numéricos cabalísticos, temos א=1, ה=5, ב=2 e ה=5, que nos dá a seguinte soma: 1+5+2+5= 13. Assim, a palavra “AMOR”, em hebraico, em como valor o número “13”, o que é um número muito positivo e vamos entender por que.

Agora, vamos observar outra palavra, a palavra “UM”. Esta palavra, em hebraico, se pronuncia “ECHAD”, que se escreve “דחא”. Agora, vamos seguir a mesma sequência a atribuir os valores numéricos cabalísticos, para obter: א=1, ח=8 e ד=4, que nos dá a soma 1+8+4= 13. Então, “ECHAD”, em hebraico, tem o valor numérico “13”, de onde tiraremos o seguinte aprendizado:

–  AMAR É SER UM, ou seja, se eu amo alguém, me torno um com esta pessoa, me igualo, não reconheço divisões e quero o seu bem, tanto quanto quero para mim.

 É disso que tratamos em Gematria, onde retiramos os assuntos das escrituras e começamos a entender as alegorias bíblicas, para podermos tirar proveito dos significados que estavam aparentemente “escondidos”. Devemos sempre trazer estes conceitos profundos para as nossas vidas e, sobretudo desenvolver a prática, pois só ela, é capaz de nos levar de encontro aos nossos objetivos.

É DISSO QUE ESTAREMOS TRATANDO NO CURSO ESPECIAL DE CABALA, PARA CONHECER MAIS, ACESSE: http://eternooriente.blogspot.com/2011/09/curso-especial.html

Autor: Rafael Chiconeli .`.



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

CABALA E A MALEDICÊNCIA


Um dos temas mais sérios e práticos que estudamos na cabala é o lashon hará ou maledicência. A quase totalidade das pessoas, independentemente de religião, idade ou classe social, pratica o lashon hará diariamente e experimenta seus indesejáveis efeitos.


O lashon hará se apresenta sob várias formas: a mais conhecida é quando uma pessoa fala a outra sobre os aspectos negativos de uma terceira pessoa. São pequenos machucados na alma, envolvendo neste caso:


1) Quem fala: expressando pura negatividade atrai a mesma negatividade; 
2) Quem ouve: recebe toda aquela negatividade destrutiva; 
3) De quem se fala: aquele que não ouve, mas sente e se enfraquece.


Este tipo de lashon hará é comum e aparece de muitas maneiras disfarçadas, mas não por isso menos nocivas. Por exemplo, quando você está com um amigo e começa a falar mal do governo, você realimenta a sua negatividade, a de seu amigo e daquele que exerce a função de governante. Mesmo que o governante seja desonesto, se o seu comentário não tiver um caráter construtivo simplesmente não o faça.


Mas existem outros tipos de lashon hará, também nocivos e mais difíceis de serem identificados. Você vive lamentando sobre si mesmo para os outros. “Coitadinho de mim, estou sempre doente, sem dinheiro, insatisfeito”. Neste caso o número de pessoas “machucadas” é de apenas dois, mas o efeito sobre suas vidas é igualmente devastador.


Um terceiro tipo de lashon hará ocorre quando você ouve a maledicência de um outro. Seja seu amigo de infância, seja seu parente mais próximo, quando sentir que este começa a despejar negatividade em seus ouvidos, experimente correr dali e estará fazendo uma nobre ação para ambos.


Enfim, se você, caro leitor, ainda duvida da importância de evitar todo este mal provocado pela negatividade da palavra experimente um exercício: passe uma semana inteira sem falar mal dos outros, sem falar mal de si mesmo e evitando ao máximo ouvir a negatividade alheia. Prepare-se, não será tarefa fácil, mas o resultado final pode ser um milagre em sua vida.

A VERDADEIRA INICIAÇÃO




A Iniciação não se define por um ritual executado no plano material, após o qual o iniciando atinge automática e definitivamente um certo grau de desenvolvimento espiritual, ou mágico, ou um conhecimento transcendental.

Iniciação é um rito que transcorre durante um longo período de tempo, dependendo, está claro, dos esforços individuais do aspirante. Iniciação, não é, portanto, uma mudança adquirida num estalar de dedos, ou por um gesto da baqueta mágica.

Muitas vezes a pessoa envolvida pode, certamente, através de esforços diários adquirir poderes mágicos, ou conhecimentos transcendentais; mas isto deve significar que ela adquiriu desenvolvimento espiritual (moral). Não podemos ao meu ver ser poderosos magistas sem sequer alçar um milímetro de avanço na escalada da espiritualidade. Uma coisa importa a outra.

O que é exatamente Iniciação?
A raiz da palavra (do Latim Initio, - as, -are == Iniciar começar). No Dicionário Escolar Latino/Português - pág. 501 Initio, initiare - 1) iniciar (em ritos secretos, mistérios). Iniciação é, portanto, o início de uma nova fase ou atitude perante a vida; entrar em um novo tipo de existência. As principais características da iniciação é a abertura da mente a uma percepção de outros níveis de consciência, principalmente internos. Iniciação significa acima de tudo crescimento espiritual - e isso é muito importante, pois sem esse crescimento não há verdadeira iniciação - um definitivo marco na vida humana.

Iniciação também pode ser definida como uma gradual (pois não se realiza da noite para o dia; a não ser em raríssimos casos muito especiais) evolução espiritual (no sentido positivo) na qual o discípulo (ou iniciando, ou estudante), instruído primeiramente nas suas possibilidades por meio de urna exposição dogrnática, mas ainda hipotética, desenvolve em si, por seus próprios esforços, faculdades transcendentes das quais não possui, agora, senão a semente.

Na linguagem profana ou exotérica existem duas espécies de iniciação: a dos Mistérios Menores e a dos Mistérios Maiores. A primeira é composta somente um apanhado sintético das Ciências elementares, dos princípios gerais e, normalmente, é feita através rituais e instruções bastante generalizadas. A Maçonaria, é um exemplo de organização que confere este tipo de iniciação; ou, corno dito por meu antigo instrutor, "trabalho no Plano Material".
A Iniciação dos Mistérios Maiores, ou a Grande Iniciação, ou, simplesmente INICIAÇÃO, abrange a Metafísica das Ciências, no seu grande desenvolvimento, assim como a prática da Arte Sagrada.

A Grande Iniciação é idêntica com aquilo que designamos Evolução Espiritual e sua consecução é totalmente individual.
Na primeira iniciação, aquela dos Mistérios Menores, sua eficácia, como estímulo à obtenção da Grande Iniciação, depende quase que exclusivamente do Iniciador.

O que concede o poder de uma bem sucedida iniciação? Este Poder ou é acordado inteiramente pelas mãos de um competente iniciador (não necessariamente aquele que preside uma cerimônia iniciática - aqui deveria incluir um nome melhor do que Instrutor - ou quando uma grande quantidade de trabalho de "Magia" bem sucedido foi realizado. Em resumo: o inteiro objeto de todo processo mágico e alquímico é a purificação do homem natural (a Pedra Bruta, como dito em Maçonaria) e em trabalhando sobre sua Natureza bruta se extrai o puro Ouro da Consecução Espiritual.

A idéia que o profano faz da Iniciação está fortemente condicionada pelos contos de fada. Com a magia acontece o mesmo. A maioria das pessoas esperam que acontecimentos sensacionais sejam observados a um toque da varinha mágica ou da baqueta ou da espada usadas nas cerimônias iniciáticas (no plano material) e mágicas. Mesmo pessoas menos impressionáveis sofrem decepção ao constatar que nada disso ocorre, no transcorrer das cerimônias. Esperam a detonação de uma bomba atômica e o que vê é apenas a fumaça do incenso.

Acredito que esteja mais do que claro que efeitos seguem-se às mudanças na forma de conceber o mundo e a realidade das coisas. Se você muda sua realidade (seu modo de ver as coisas), imediatamente o mundo a seu redor mudará de aspecto. Você "verá", "sentirá", etc. outro mundo e, talvez, até perceberá que o antigo mundo que você "via" era uma grande Ilusão. Assim acontece.

Todo mundo, virtualmente, sustenta a idéia de que a mente e a matéria são duas coisas diferentes. Isso é uma coisa que a Magia nega. Para os magistas, a mente e a matéria são uma mesma coisa, uma continuidade. Em um certo sentido, concordam com os Antigos Sábios da Índia de que o mundo é uma ilusão; em outro, presumirão simplesmente que certas atitudes mentais podem produzir efeitos fisicos, porque, afinal de contas, não há diferença entre matéria e mente. 

Mas estes magistas se esquecem de um importante ponto: se a mente e a matéria são a mesma coisa, e a matéria, ou o mundo é uma ilusão, a mente também o seria. O enigma é importante e tem deixado muita gente de cabelos brancos tentando entender o paradoxo. Entretanto, ele é facilmente compreendido, basta você alcançar a Real Iniciação.




Autor: Francisco Marengo

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

CURSO ESPECIAL: CABALA 1





Para Inscrições e maiores informações sobre valores e datas dos próximos cursos ou agendar na sua cidade:
(021) 2113-9171 ou rafaelchiconeli@yahoo.com.br


SETEMBRO:
CABALÁ I
PRÉ-REQUISITOS: NENHUM
A palavra CABALA significa "aquilo que se recebe". A Cabala é um estudo místico e metafísico de vasta abrangência, sendo muito conhecida como Antiga Tradição ou Ioga do Ocidente.
Muitos mestres antigos ensinaram Cabala e cada um tinha sua maneira de introduzir o estudante na ciência cabalista, todas incluindo prática e teoria. Na Cabala a teoria e a prática precisam andar juntas.
Sem a teoria, o que se faz não possui uma base sólida e sem a prática, a Cabala é uma ciência morta. O que mais se pode receber da Cabala é a energia divina, por isso nosso curso inicia pelo estudo das vibrações das letras hebraicas para em seguida ir para a teoria da Árvore da Vida, o estudo dos Anjos e a Numerologia Cabalista.
Rafael Chiconeli aplica o curso de maneira didática e prática, tornando fácil a assimilação do conteúdo.

TÓPICOS ABORDADOS:
- Os Mistérios de D´us e os Quatro Mundos
- Gematria
- A Árvore da Vida 
- Simbolismo e Alegorias 
- Descrição e explicação completa sobre as Sefiroth
- Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.
- Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.
- O Ego
- Os Sete Aspectos.
- Construção do EU.
- Letras hebraicas e seus arcanos


Duração do 1º Módulo: 4hs
Início 30/09 das 10h às 14h - Rio de Janeiro


BREVE, DESCRIÇÃO DOS DEMAIS CURSOS....

terça-feira, 30 de agosto de 2011

MEDITAÇÕES CABALÍSTICAS COM OS 72 NOMES DE DEUS




*A combinação de letras sagradas em grupos de três deriva de um sistema muito poderoso denominado “ 72 nomes de Deus ”. Elas têm o poder de fazer a reestruturação de nossa alma. Poderíamos classificá-los como uma alta tecnologia espiritual .


*Por muitos séculos foram mantidas em segredo por um seleto grupo de sábios cabalistas, mas já era mais do que chegado o momento destas meditações serem acessadas por um grupo maior de pessoas.

*Da mesma maneira que H 2 O forma uma molécula de água e CO 2 forma uma molécula de gás carbônico, a combinação destas letras em grupos de três gera um enorme poder energético. Da mesma maneira diferentes combinações irão gerar diferentes resultados.
As meditações devem ser feitas da seguinte forma:

*1. Feche os olhos durante um minuto e respire lentamente, esvaziando gradativamente os pensamentos que inicialmente podem estar incessantes.

*2. Abra os olhos e contemple as letras por aproximadamente cinco minutos, respirando de forma profunda e relaxada. Visualize sempre o contorno branco em volta da letra. É importante lembrar que você não precisa acreditar que estas meditações funcionam. Experimente por você mesmo. Dê a elas e a você apenas um voto de confiança. Injete o desejo de receber e o desejo de compartilhar.

*O resultado virá naturalmente*

*Estas (ACIMA)não são letras hebraicas comuns. São letras utilizadas para propósitos específicos de contemplação.

*Sente-se primeiro em uma posição confortável, em um ambiente o mais silencioso possível.

*Comece então a escanear as letras, da direita para a esquerda. Ao encerrar uma linha passe para a linha de baixo.

*Para cada seqüência de três letras faça uma respiração completa (uma inspiração e uma expiração). Serão ao todo setenta e duas respirações.

*O processo de escanear as seqüências de três letras significa simplesmente passar o olho nelas, concentrando-se mais no contorno branco em volta das letras em preto.

*A meditação deve ser feita diariamente.

*Evite uma ansiedade por resultados imediatos.

*Como qualquer outra atividade regular, os resultados desta prática virão naturalmente com o tempo*

domingo, 28 de agosto de 2011

INICIAÇÃO EGÍPCIA 2ª PARTE






Depois das preces que vimos fazer sobre o iniciado, após haver chegado ao termo de suas provas, começa a verdadeira iniciação. Ela se fazia no interior dos templos. O novo adepto assistia às cerimônias e seu simbolismo era-lhe revelado.


Ele sabia porque Isis sentada tem um livro, porque Isis de pé,m conduz o sistro; porque Anúbis tem a cabeça de chacal e Thot a de íbis.


Começava a aprender os pequenos e grandes Mistérios de Isis.
O iniciado recebia a noção de um Deus único.
A última experiência que o devia conduzir à luz absoluta, mas esta luz não se manifesta senão àqueles que são mortos para as coisas do mundo.


Eis porque esta experiência tinha lugar em um sarcófago.


O adepto era colocado em um sarcófago aberto e devia passar toda a noite em meditação e prece. Deixavam-no inteiramente só neste leito funerário, no meio das mais expressas trevas e, apesar disso, o quadro deste abandono era de tal modo triste e sinistro que ele sentia o espanto deslizar sobre si mesmo e gelar a sua vontade. Era um momento cruel em que era necessário fazer brilhar o domínio que tinha adquirido sobre as suas impulsividades.
Dominava o seu espanto e, no silêncio absoluto, em tudo semelhante à morte, pedia a iluminação.
Certamente sentia a sua força vital abandonar o seu corpo; porém, que importa o corpo àquele que sabe que é apenas o invólucro transitório de um ser quase divino?


No Livro dos Mortos vimos que, segundo o julgamento que sucede à morte, o justo estava livre das cadeias terrestres e se identificava ao seu Deus, vindo a ser o próprio Deus, o próprio Osíris.
Era o mesmo para o sábio que passasse esta experiência do sarcófago. Isto não era a morte, mas a própria vontade do adepto que o desprendia de seus liames terrestres.


O adepto entrava vivo no túmulo e saía vivo, mas tendo penetrado antes na Luz de Osíris. É neste momento de desprendimento supremo que a revelação lhe é feita; era uma verdadeira morte; uma verdadeira renascença!
O sarcófago, sob o seu terrificante simbolismo, era encarregado de simular a morte do corpo físico e o renascimento do espírito sobre um plano superior. Era o fim do ciclo. Era uma vida inferior que terminava para que a alma pudesse romper no esplendor da verdade.


Saído logo do túmulo, na manhã desta noite mística, o iniciado renascia para uma vida espiritual mais elevada; recebia um novo nome; era iniciado em uma ordem superior. Tinha conquistado a coroa sacerdotal.
Compreendia então, perfeitamente este enigma da Esfinge, que lhe tinha dito primeiramente a necessidade de, Saber, Querer, Ousar e Calar. Tinha adquirido as ciências e, sobretudo, a ciência do invisível; a sua vontade bem dirigida, tinha vencido as suas impulsividades; sabia Ousar apesar do medo, com a medida que convém àquele que sabe combinar o seu esforço conforme os efeitos a produzir. Tinha perdido esta glória vã que conduz a revelar os segredos iniciáticos para mostrar o seu saber. Era aguerrido contra os inimigos, tanto exteriores como interiores.
A vida suprema estava começada e o iniciado compreendia agora a fórmula que o tinha surpreendido tanto no limiar dos caminhos iniciáticos:


“Quem fizer o seu caminho só e sem olhar para trás, será purificado pelo Fogo, pela Água e pelo Ar; e, se puder vencer o medo da morte, sairá do seio da terra, tornará a ver a luz e terá o direito de preparar a sua alma à revelação dos Mistérios da grande Deusa Isis”. Morto voluntário e temporariamente por um poderoso esforço de sua vontade dominada, via cair o véu de Isis, e esta inscrição também não era mentirosa. Ele não tinha tocado o véu da Deusa senão tornando-se imortal, unido a Deus desde esta vida; o véu ficava intangível à mão de todos os mortais. O livro era-lhe aberto; lia com embriagues, como o viajante que descobre uma fonte e banha o seu rosto para fazer penetrar a sua frescura no mais íntimo dos poros. Todo o véu cai diante dos olhos do espírito livre; não há segredos nem barreiras para o verdadeiro iniciado.


Apuleio, como testemunha do mistério que era exigido aos iniciados, do segredo ao qual se ligavam pela ameaça das penas mais temíveis; não era mais explícito no que concerne ao começo e ao fim da iniciação:
“aproximei-me dos limites da morte, passei junto do solo de Proserpina, e voltei através de todos os elementos. Ao meio da noite, vi o sol brilhar no seu ofuscante clarão; aproximei-me dos deuses do inferno, dos deuses do céu; eu os vi, pois, face a face, eu os adorei de perto. Eis tudo o que posso dizer, e, posto que os vossos ouvidos tenham percebido essas palavras, estais condenados a deixar de compreende-las”.


Eis aí tudo o que veio ou um pouco aproximadamente sobre as iniciações do Egito.


Pesquisas permitiram descobrir, metido na areia do deserto, a 40 metros da Esfinge de Ghizeh, um Templo de granito ou templo da Esfinge. Sobre este Templo, Al. Gayet diz: “Nenhuma inscrição; nenhuma pintura; nenhum baixo relevo; nada indica o destino deste velho santuário. Não é de se supor que isso possa ser o Templo de Osíris, mencionado no monólito de Khoufou. Era o templo de Hor-m-Khout – da Esfinge? Qual seria este Templo? Qual poderia ser o seu uso?”. Não poderia haver nisso um caso fortuito; o sacerdócio egípcio não deixava fazer coisa alguma ao acaso.
Só as escavações que continuam poderão esclarecer alguma coisa sobre os traços do mais prodigioso passado da humanidade.


Porque, como vimos, salvo as palavras de Plutarco e as insinuações de Apuleio, muito pouco nos veio dos Mistérios de Isis e de Osíris.


Muitos Gregos entre os mais ilustres, vinham estudar a sabedoria à sombra da Esfinge.
Entretanto, é verossímil que destas cerimônias iniciáticas nascessem os Mistérios de Eleusis, que Orfeu, segundo a tradição, adaptou ao gênio plástico da Grécia.
Em nossos dias, a Maçonaria afirma ter do antigo Egito as suas provas iniciáticas, reduzidas a fórmulas e símbolos que não são sem grandeza.


Em todo caso, aquele que quer vir a ser maçom deve passar pela provas do Fogo, da Água e do Ar, mesmo a da morte como o iniciado de Isis.


Outras instituições também buscaram no antigo Egito os seus rituais iniciáticos.


Em todos os tempos, os símbolos, muito idênticos, velaram os mesmos ensinamentos.


Ainda hoje, aqueles que desconhecem as origens iniciáticas, acreditam que os vários rituais que se praticam em diversas instituições são secretos e devem continuar assim. Não são secretos há mais de 3.000 anos, somente os pesquisadores e estudantes buscadores sabem que os rituais iniciáticos se originaram milênios de anos atrás, com a sabedoria vinda da China, Índia, Egito e de outros lugares como veremos em seguida.

sábado, 27 de agosto de 2011

Uma Iniciação no Egito


Como se concedia a iniciação?

É o que nenhum documento preciso nos afirma com certeza. Há, em diversos lugares, uma lenda que não parece despida de fundamento e onde se fala de terríveis provas, às quais eram submetidos aqueles que deviam, depois da vitória, serem admitidos à iniciação.Estas provas, como em todos os ritos iniciáticos, eram praticadas nos Templos.Os de Tebas e de Menfis guardaram o mais ilustre renome entre os santuários do Egito antigo.A grande pirâmide de Kheops, perto da qual a esfinge guarda a sua atitude vigilante, foi também um lugar de iniciação, célebre entre os mais reputados.

Ante de tudo, o futuro iniciado era posto ao corrente das dificuldades da tarefa à qual ele ousava enfrentar.Era conduzido até a estátua de Isis assentada, tendo sobre os joelhos um livro fechado e cujo corpo e rosto estavam cobertos por um véu impenetrável, onde estava escrito: “Eu sou a grande Isis; nenhum mortal levantou o véu que me encobre”.A Esfinge com a sua quádrupla do enigma: Saber, Querer, Ousar, Calar. 

A sua data de construção é do tempo das dinastias fabulosas dos Shesú-Hor.As pirâmides são muitas conhecidas, não sendo necessário a sua descrição.A tradição relata que as iniciações sagradas se faziam em parte na Esfinge e em parte na grande pirâmide que continha salas especiais para esse fim.O Abade Terrason, em um romance fala sobre o herói Séthos, que está animado do mais vivo desejo de ser iniciado. 

Séthos tem por dever instruir-se e preparar-se por meio de longos trabalhos para as revelações que ele solicitou.Amadeu, seu mestre, enfrente a grande pirâmide lhe diz: “Seus caminhos secretos conduzem os homens queridos dos deuses a um termo que eu apenas não posso citar e que é preciso que os deuses, façam nascer em vós o desejo. A entrada da pirâmide está aberta a todo o mundo; mas eu lamento aqueles que saindo pela mesma porta por onde entraram, não tenham satisfeito senão uma curiosidade muito imperfeita e só tenham visto o que lhes é permitido contar”.

Séthos entrou no caminho das provas; porém, que provas eram estas?1- A da Terra: dois iniciados o levam por um corredor estreito até um lugar sem outra saída senão a abertura por onde tinham entrado.À claridade de uma lâmpada, via-se um poço de uma profundidade desmesurada, era a morte certa. O poço parecia insondável.Aqueles que não tinham coragem, detinham-se. O terror privava-os dos meios de descobrir o segredo de um acesso fácil.Na sombra, dissimulavam-se os degraus de ferro que permitiam ao pretendente descer. Os degraus acabavam subitamente, muito antes que o adepto pudesse atingir ao fundo e o pretendente cria-se votado a uma morte certa.

Entretanto na sombra do poço, uma espécie de janela acessível depois do último degrau, levava para outro caminho nas profundezas que terminava em frente a um portal, atrás dele escadas com claridade e sons de vozes humanas o conduzia a um Templo, onde havia o caminho das purificações com esta inscrição: “Quem fizer este caminho só e sem olhar para trás, será purificado pelo fogo, pela água e pelo ar; e se puder vencer o terror da morte, sairá do seio da terra, tornará a ver a luz e terá o direito de preparar a sua alma para a revelação dos mistérios da grande Deusa Isis”.

Aquele que não retrocedia, avançava pelo corredor que levava a uma porta, onde três homens portavam capacetes levando a cabeça de Anúbis, era a porta da morte que conduzia ao renascimento, e um deles dizia: “nós não estamos aqui para impedir o teu caminho. Segue-o, se os deuses te derem coragem. Mas, se sentes infeliz, podes voltar sobre teus passos; podes ainda voltar. Todavia, desde este momento, não poderás sair mais destes lugares, se não saíres agora a toda pressa pela passagem que se abre diante de ti, sem voltar a cabeça e sem recuar”.Era de uma clareza perfeita e o candidato tinha ainda a liberdade de escolher – para sofrer as provas inevitáveis ou voltar à vida ordinária.

Geralmente, prosseguia a senda e era neste momento que as terríveis provas recomeçavam.

2- A do Fogo: ao entrar por uma porta, achava-se em uma câmara abobadada que resplandecia de luzes estranhas. Ela estava toda em fogo. Grandes fogueiras estavam de cada lado e, no solo, estava colocada uma grade de ferro vermelha pelo fogo. Esta grade formava losangos bem grandes para que o pé do candidato pudesse colocar-se nos interstícios. Parecia que um ser vivo não poderia enfrentar esta fornalha sem perecer queimado ou sufocado.

O juramento prestado fechava toda a saída, e o desejo da iniciação devia ser mais forte do que o terror das chamas.Além disso, as chamas extinguiam-se por si, desde que o aspirante tivesse passado, e, quando ele se reencontrava em uma sala livre, depois desta prova terrificante, o futuro iniciado, sem perceber o que tinha feito, sentia que seu valor e sua constância tinham vencido a um duro obstáculo, e este pensamento o encorajava no prosseguimento de suas provas.

3- A da Água: ele avançava por novas galerias e, de súbito achava-se diante de um canal largo, que lhe impedia o caminho. Onde a água entrava de um lado desta câmara subterrânea gradeada e saía por outra grade do outro lado.Esta massa de água escoava-se com um grande ruído. 

Mas, qualquer que fosse o perigo, a iniciação era o premio. Sobre a margem oposta, via-se duas rampas emergirem da água para conduzirem a uma arcada, sobre a qual apareciam degraus que se perdiam na penumbra. O candidato descia até a água, tomava em uma das mãos a sua lâmpada acesa e atravessava este rio subterrâneo com uma só mão a lutar contra a correnteza forte. A travessia não era muito longa, mas também não era sem perigo. Após completar a travessia, ele sabia que nova prova o esperava.

4- A do Ar: o candidato subia os degraus da escada, e quando chegava ao alto desta escadaria achava-se sobre um pequeno patamar, que era na realidade uma ponte levadiça, e que conduzia a uma porta, mas esta não apresentava nenhum meio para abrir diretamente, nela achavam-se suspensos dois grandes anéis e era impossível ao candidato, depois de ter experimentado abrir esta porta, não ter o pensamento de que estes anéis tivessem uma utilidade e que dissimulavam, talvez, qualquer segredo capaz de abrir-la.

 Ao segurar os anéis, a ponte levadiça se movia e o candidato se achava suspenso entre no ar, esperando a salvação de qualquer mão libertadora.Os anéis levantavam-se por sua vez, com o candidato pendurado, a lâmpada que trazia, abandonada sobre a ponte, virava, deixando nas trevas aquele que tinha tanta necessidade de luz.Neste momento, o ar era violentamente agitado como por uma tempestade desconhecida e o candidato, sempre pendurado, tateava no vácuo e na obscuridade, devendo vencer por sua vez o legítimo terror e fadiga de sua penosa posição.Mas, no momento que suas forças iam faltar, os dois anéis desciam, e o aspirante retomava contato com a terra.O que se oferecia aos seus olhos era de natureza a apagar a lembrança de suas penas.

Então ele via a Luz.

A vasta sala de um templo cintilava então aos seus olhos deslumbrados.Sacerdotes formavam alas que iam da porta até o fundo do santuário, eram finalmente as boas vindas.O aspirante recebia um copo de água pura, símbolo da iniciação e da purificação ao mesmo tempo.Ele era levado ante as estátuas de Osíris, Isis e Horus; e o sacerdote dizia:“Isis, grande Deusa dos egípcios, daí o vosso espírito ao novo servo, que venceu tantas provas e tantos trabalhos para se apresentar diante de vós. Tornai-o vitorioso do mesmo modo nas provas de sua alma, que o tornarão dócil às vossas leis, e que mereça ser admitido em vossos mistérios”.

Havia chegado ao termo de suas experiências materiais. Passara pela prova da Terra, achava-se purificado pelo Fogo, pela Água e pelo Ar.Ele havia vencido o terror da morte. Tinha o direito de ver a Luz. Podia preparar a sua alma para as revelações esperadas. Era admitido aos Mistérios de Isis.Fosse qual fosse o ensinamento desses Mistérios, não podia deixar senão uma impressão no espírito e as boas sensações daquele que as tinha conquistado de modo tão caro. Por isso os Mistérios de Isis deixaram na literatura e nas artes gráficas, um traço mais considerável do que qualquer outra iniciação.